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Hoje (18) foi o Dia Nacional do Campo Limpo. As comemorações foram realizadas em todo o país e em alguns municípios segue até o final deste mês. Durante todo o dia as unidade centrais de recebimento pararam sua atividades e abriram suas portas para mostrar à comunidade, o sistema de devolução das embalagens de agrotóxicos.

Na Arasul (Associação dos Revendedores de Agroquímicos do Sul), já é desenvolvido um projeto de educação ambiental com 57 escolas da região. Na conclusão do projeto anual, os alunos participam de um concurso de redação e desenho para as series dos 4º e 5ºs anos. E o Dia Nacional do Campo Limpo é mais uma atividade desenvolvida na central de Araranguá, que comemora a data há 10 anos.

Ontem a Arasul recebeu, autoridades, 17 escolas e o Instituto Federal com os cursos de agronomia e técnico agrícola. Cerca de 650 pessoas agendadas antecipadamente passaram pelo local.

O inicio aconteceu com a abertura solene e, homenagens feitas à agricultores indicados pelo sócios fundadores da Arasul. A Cooperja também foi reconhecida por ter o compromisso com a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira, demonstrado por meio da participação ativa no Sistema Campo Limpo.

Na sequencia os visitantes participaram de minipalestras, chamadas de estações. Nelas foram feitas: 1ª- Apresentação da Arasul e do Inpev; 2ª- Cuidados com o EPI e o uso dele; 3ª- Tríplice lavagem, que é a garantia que a embalagem fará parte da reciclagem; 4ª- Visita interna á central para conhecer o processo de classificação das embalagens de agrotóxicos; 5ª- Números relacionados a excelência quanto a responsabilidade e quais são as recicladoras responsáveis pelo recebimento das embalagens; 6ª- Reciclagem, onde as crianças conhecem todos os produtos que são feitos através deste processo, são 17 tipo de artefatos feitos a partir da reciclagem desta embalagens; 7ª- Estação do lanche com: frutas, sanduíches, água e iogurtes.

 


 

História – Fonte: Arasul

 

 

Desde que os defensivos agrícolas passaram a ser utilizados em larga escala no país, nos anos 60, um conjunto de leis buscou regulamentar sua aplicação, sem no entanto, dispor sobre a destinação das embalagens pós-consumo. Sem alternativas, o agricultor valia-se de prerrogativas como enterrá-las, queimá-las e até descartá-las em rios ou na própria lavoura, colocando em risco o meio ambiente. E também havia quem reutilizasse as embalagens para transportar água e alimentos, atentando, assim, contra a própria saúde.

 

 

No início da década de 90 essa situação fez com que os persos envolvidos na cadeia agrícola buscassem soluções adequadas. Para que se tenha uma ideia da dimensão do problema, uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) em 1999 indicava que 50% das embalagens vazias de defensivos agrícolas no Brasil, naquela época, eram doadas ou vendidas sem qualquer controle; 25% tinham como destino a queima a céu aberto, 10% eram armazenadas ao relento e 15% eram simplesmente abandonadas no campo.

 

 

O debate culminou com a instituição da Lei Federal 9.974/00, promulgada em junho de 2000 e regulamentada em 2002 pelo decreto 4074/02 que atribuiu aos usuários de defensivos agrícolas a responsabilidade de devolver as embalagens vazias aos comerciantes que, por sua vez, teriam de encaminhá-las aos fabricantes.

 

 

 

Entretanto, para que esse processo fosse viável, era preciso criar uma entidade que integrasse todos os elos da cadeia e gerenciasse o sistema. A resposta foi a criação do INPEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, fundado em dezembro de 2001. Uma entidade sem fins lucrativos, criada pela indústria fabricante e registrante de defensivos agrícolas, voltada a promover, em todo o Brasil, a correta destinação das embalagens vazias.

 

 

Para gerir o Sistema Campo Limpo, o instituto entende que é preciso ir além do gerenciamento operacional, dando apoio e orientação à indústria, aos canais de distribuição e aos agricultores no cumprimento das responsabilidades definidas pela legislação, além de promover a educação ambiental referente às embalagens vazias de defensivos agrícolas.

 

O Sistema Campo Limpo começou a operar em março de 2002, chegando ao final daquele ano com 39 empresas fabricantes associadas e 150 unidades de recebimento entre postos e centrais. Em 2002, o Sistema Campo Limpo destinou corretamente 3.768 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

 

 

Passados 13 anos, o sistema evoluiu. Hoje, são mais de 100 empresas fabricantes, mais de 5.000 revendas e cooperativas, e ainda, mais de 400 unidades de recebimento, 10 recicladores e 3 incineradores.

 

 

De março de 2002 até julho de 2015, o sistema já destinou corretamente mais de 334.000 toneladas de embalagens de agrotóxicos. Hoje, cerca de 94% das embalagens plásticas primárias (aquelas que entram em contato direto com o produto) e 80% do total de embalagens vazias de defensivos agrícolas que são comercializados têm destino certo. Esses índices transformaram o Brasil em líder e referência mundial no assunto.

 

Podem ser encaminhadas para reciclagem 95% das embalagens colocadas no mercado, desde que tenham sido corretamente lavadas no momento de uso do produto no campo. As embalagens não laváveis (cerca de 5% do total) e aquelas que não foram devidamente lavadas pelos agricultores são encaminhadas a incineradores credenciados. A reciclagem das embalagens plásticas, metálicas, de papelão e tampas é feita por empresas recicladoras localizadas em cinco estados do país, que produzem mais de 17 produtos reciclados diferentes. A recicladora Campo Limpo Plástico e Transformação, de Taubaté-SP, fabrica desde 2009 a Ecoplástica Triex, uma embalagem de agrotóxico com 85% de resina reciclada oriunda das embalagens devolvidas para o sistema.

 



 

Santa Catarina:

 

No Estado, o Sistema Campo Limpo foi rapidamente implantado. Por iniciativa do Ministério Público, os comerciantes e fabricantes de agrotóxicos foram chamados a estruturar a partir de 2001 o sistema. Hoje, Santa Catarina tem seis centrais: Araranguá, Aurora, Campos Novos, Chapecó, Mafra e Tangará.

Além disso, conta com uma rede de 13 postos e mais de 650 estabelecimentos comerciais que possuem autorização ambiental para receber as embalagens vazias. Do início do sistema até o final de 2014, foram retirados de Santa Catarina cinco milhões e novecentos mil quilos de embalagens vazias de agrotóxicos. Este volume representa apenas 2% do volume destinado no Brasil, porém ele atinge um grande número de propriedades rurais, devido à estrutura minifundiária que predomina em persas regiões do Estado. São mais de 190 mil propriedades rurais onde 94% possuem menos de 100 hectares.

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